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Lula prevê desapropriação de fazenda durante viagem ao Paraná

Cobrado para dar celeridade à reforma agrária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja na próxima semana para o Paraná para desapropriação de uma fazenda para beneficiar trabalhadores do movimento sem terra (MST). A expectativa é de que o chefe do Palácio do Planalto vá para terras paranaenses na quinta-feira, 29.
A ida do petista para o Paraná estava prevista para a semana do dia 30 de abril, mas foi adiada em decorrência do falecimento do papa Francisco.
A visita de Lula irá oficializar a desapropriação da Fazenda Brasileira, de aproximadamente 10 mil hectares, entre os municípios de Ortigueira e Faxinal. A previsão é de que o local beneficie 450 famílias, com a oficialização do Assentamento Maila Sabrina.

Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o local era utilizado para criação de búfalos, mas hoje, com a ocupação dos assentados, há o cultivo de diferentes culturas, como grãos, verduras, e hortaliças, além da criação de animais.

Desapropriação no Paraná, Lula e o MST
A iminente viagem de Lula ao Paraná para desapropriar a Fazenda Brasileira em favor do MST, beneficiando 450 famílias, intensifica o debate sobre a reforma agrária. A ação ocorre sob forte pressão do MST por celeridade e críticas à relação do movimento com o governo. Embora apresentada como avanço social, a medida levanta questionamentos sobre suas motivações políticas, a legitimidade das táticas do MST e a real efetividade da política agrária federal, especialmente diante do histórico recente de invasões.

A decisão de Lula de oficializar a entrega dos 10 mil hectares, já ocupados pelo MST, parece um aceno político ao movimento, buscando apaziguar tensões e reforçar a base eleitoral em meio a críticas sobre a lentidão da reforma agrária e queda de popularidade. A oficialização de uma ocupação prévia, contudo, gera críticas por validar métodos que violam o direito à propriedade e geram instabilidade, em vez de seguir trâmites legais.

O governo divulga metas ambiciosas de assentamento, mas os resultados são contestados, inclusive pelo MST. Dados indicam que o número real de novas famílias assentadas é baixo frente à demanda de mais de 145 mil famílias. A crítica central reside na condução da reforma agrária, que parece validar invasões como ferramenta de pressão, fragilizando a segurança jurídica no campo. A relação entre PT e MST é vista por críticos como uma troca de favores políticos, onde desapropriações podem servir para manter apoio, negligenciando critérios técnicos e legais, como apontam falas de lideranças do próprio MST e análises sobre a produtividade questionável de alguns assentamentos.

Em suma, a desapropriação no Paraná, embora beneficie famílias, é um ato controverso. Carregada de simbolismo político e realizada sob pressão, levanta dúvidas sobre a prioridade de critérios técnicos sobre conveniências políticas. Ao validar ocupações, o governo arrisca estimular instabilidade e aprofundar a polarização. A ação exemplifica as tensões da política agrária brasileira, exigindo análise crítica sobre suas motivações e consequências de longo prazo.

Lula e Ratinho Jr.
O Palácio do Planalto deve convidar o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), para participar do evento. O chefe do Executivo estadual é um grande opositor de Lula e já anunciou a pré-candidatura à Presidência em 2026.

Ratinho Jr., porém, não deve comparecer. O governador viaja na terça-feira (27/5) para França para uma missão internacional. O Paraná tem realizado tratativas com o Centre Pompidou para implementação do Museu Internacional de Arte de Foz do Iguaçu.

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