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Traições no núcleo de Ratinho Júnior expõem racha e deixam feridas na sucessão de 2026

Traição, lágrimas e laranja

O escolhido do governador Ratinho Júnior para sucedê-lo é Sandro Alex, secretário de Infraestrutura. Um político sem pedigree. Ou popularmente, um SRD.

Em 2024, envolveu-se de corpo e alma para eleger prefeito de Ponta Grossa o irmão, Marcelo Rangel. A derrota foi vexaminosa. Ficou em terceiro lugar. Não conseguiu sequer chegar ao segundo turno.

A candidata eleita, Elisabeth Schmidt, contou com o apoio do senador Sérgio Moro e sua equipe, e deu um vareio no agora afilhado do governador Ratinho Júnior.

A traição do governador é conhecida de quem vive próximo dele. Secretários, como o da Segurança Pública, delegado Wagner Mesquita, foram “apunhalados pelas costas”.

Nem as promessas de honra foram cumpridas. O ex-prefeito Rafael Greca anunciou em vários eventos que seria, após o fim do mandato, secretário das Cidades. Não foi. Acabou na secretaria do Desenvolvimento Sustentável, pobre em recursos.

Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, fez tudo o que o governador precisou dos deputados. Inclusive deu visibilidade a ele por meio do projeto de interiorização do Poder Legislativo.

Ratinho Júnior citou-o, muitas vezes, como o nome ideal do grupo para governar o Paraná a partir de 2027. A razão era a forte interação de Curi com os prefeitos. Na hora H, veio o desprezo.

Pior ficou Guto Silva. Há meses tido e havido como o preferido do governador, foi enjeitado no último momento. Na Secretaria das Cidades, comandada por Guto, houve choro e indignação.

Os oito mais próximos do secretário, o G8, já tinha o plano de campanha pronto. Entre lágrimas, sentiram toda dedicação virar humilhação.

O escolhido, Sandro Alex, para os paranaenses fora de Ponta Grossa, é um ET. Alguns já ouviram falar, mas a maioria não acredita na existência dele.

O prestígio do governador Ratinho Júnior é questionável. Ele aparece na memória de grande parte da população, porque está diariamente na mídia. Isso não significa popularidade.

Confiando em quem confia, Sandro Alex pode ser chamado num beco e sair de lá como uma laranja sugada e deixada pelo caminho. Ratinho Júnior, depois de degustar a laranja, vai com Moro. Tudo para ter um título, que não é o de um ser humano.
Texto: Valdir José Cruz

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