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Governador que comprou respirador inútil para covid segue impune

Cinco anos e cinco meses depois, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ainda não julgou o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), acusado de comprar respiradores superfaturados e “sem capacidade de atender aos pacientes graves acometidos pela Covid-19”.
A ação penal foi aberta em 23 de abril de 2020. Em setembro do ano seguinte, o governador se tornou réu — o que significa que a Corte aceitou a denúncia do Ministério Publico e ele passou a responder a processo criminal.
O relator, ministro Francisco Falcão, apontou “indícios efetivos de que o governador acompanhou o processo de compra emergencial e interferiu, atuando com liderança sobre a organização criminosa que se formou para vender ao governo os equipamentos com sobrepreço”. Até mesmo uma empresa de vinhos apareceu vendendo os equipamentos médicos.
“As informações disponibilizadas pelas empresas envolvidas indicavam, mesmo antes da aquisição pelo governo amazonense, que os equipamentos não tinham capacidade de atender pacientes graves acometidos pela Covid-19”, considerou o ministro ao tornar o governador réu. A defesa sempre negou todas as acusações.
Até hoje, contudo, o processo segue em aberto no gabinete do ministro Francisco Falcão. Nesse meio tempo, o governador se reelegeu, está concluindo seu segundo mandato e ensaia disputar as eleições para o Senado em 2026.
No governo de Wilson Lima, o Amazonas viveu um colapso com mais de 60 mortos por asfixia, por falta de oxigênio nos hospitais de Manaus e centenas de pacientes transferidos as pressas para atendimento em outros estados — cenas que correram o mundo.

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