
O bolso do consumidor paranaense vai sentir mais um impacto: o gás de cozinha terá reajuste de até R$ 34 no estado. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (15.set.2025) e já começa a preocupar famílias e comerciantes que dependem do botijão no dia a dia.
De acordo com os revendedores, o aumento acompanha a alta nos custos de produção e transporte. Em algumas cidades, o valor do botijão de 13 kg pode ultrapassar os R$ 140, tornando-se um dos itens de maior peso no orçamento doméstico.

Especialistas em economia alertam que a elevação no preço do gás não afeta apenas os lares, mas também pequenos negócios como padarias, restaurantes e lanchonetes, que já operam com margens reduzidas.
Peso no orçamento familiar
Para muitas famílias de baixa renda, o gasto com o gás de cozinha representa um dos principais compromissos mensais. Com o reajuste, cresce a preocupação com o aumento do número de pessoas que podem recorrer a alternativas perigosas, como o uso de lenha e álcool, para cozinhar.
Repercussão
A notícia rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, onde internautas criticaram o novo reajuste e apontaram o impacto direto sobre a população.
O setor de distribuição reforça que continuará monitorando os preços e que a variação pode ocorrer de acordo com cada região do Paraná.
Por que o gás de cozinha vai ficar mais caro
Nos últimos meses, uma combinação de fatores econômicos, tributários e logísticos têm colocado pressão no preço do gás de cozinha em todo o Brasil. Veja abaixo os principais motivos:
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- Aumento da demanda por GLP
O Brasil está adotando novos programas para expandir o uso do gás de cozinha, como uma política de acesso a tecnologias limpas em mais lares. Esse aumento na demanda coloca mais pressão sobre oferta e distribuição. 
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- Oferta limitada / Importações
Mesmo sendo um produto de uso doméstico muito comum, parte do GLP consumido no Brasil é importado ou depende de cadeias com insumos e transporte internacional. Oscilações nos preços internacionais, desvalorização do real, e custo de importação afetam diretamente o custo final. 
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- Custos de logística e transporte
O transporte do gás — desde a produção ou importação, até as distribuidoras e revendas locais — sofre com o aumento dos combustíveis de transporte (diesel, por exemplo), pedágios, manutenção de rodovias e infraestrutura de armazenamento. Esses custos extras acabam sendo repassados ao consumidor. 
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- Tributação estadual (ICMS)
Uma das principais razões do aumento esperado tem a ver com o ICMS, imposto estadual que incide sobre produtos como o GLP. Alterações na alíquota ou base de cálculo desse imposto em alguns estados fazem aumentar a parte do preço relacionada a tributos. 
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- Regulação, normas e políticas públicas
Decisões governamentais sobre regulação do mercado, políticas de estímulo ou subsídios, programas como o “Gás Para Todos”, exigências legais e estudo de rotas de oferta influenciam fortemente os custos. Quando o regulamento muda, pode haver necessidade de adaptação na logística ou padrões de qualidade, o que também pesa no preço. 
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⚠ Consequências para o consumidor
• O custo do botijão pode subir ainda mais em regiões remotas, onde transporte e frete já são caros.
• Pequenos comércios e restaurantes sentirão no caixa, pois o gás é insumo essencial.
• Famílias de baixa renda terão maior dificuldade para encaixar esse custo no orçamento mensal.