O endividamento das famílias brasileiras voltou a subir e atingiu um novo recorde histórico. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, o índice chegou a 49,9% em fevereiro, o maior já registrado.
O aumento pode parecer pequeno à primeira vista — apenas 0,1 ponto percentual no mês —, mas no acumulado de 12 meses já representa um avanço de 1,3 ponto percentual, mostrando que o problema não é pontual, e sim estrutural.
Além disso, quase 30% das famílias brasileiras (29,7%) já têm a renda comprometida, o que indica um cenário preocupante: sobra cada vez menos dinheiro no fim do mês.
📉 Inadimplência e juros seguem pressionando
Apesar de uma leve queda na inadimplência geral para 4,3%, o número ainda é maior do que o registrado há um ano. Ou seja, mais brasileiros continuam tendo dificuldade para pagar suas contas.
No crédito com recursos livres, a inadimplência ficou em 5,7%, reforçando a pressão sobre quem depende de empréstimos e financiamentos.
E o que mais pesa no bolso? Os juros.
O cartão de crédito rotativo segue como vilão:
* 428,3% ao ano de juros médios
* Mesmo com queda recente, ainda é um dos mais altos do mundo
Já o parcelado também continua pesado, com 192,1% ao ano.
💣 Situação expõe realidade econômica
Os dados revelam um cenário claro: o brasileiro está cada vez mais dependente de crédito para sobreviver, enquanto os juros continuam elevados.
Especialistas apontam que esse tipo de crescimento no endividamento pode gerar um efeito em cadeia, afetando consumo, economia e até o emprego nos próximos meses.
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📰 Fonte: Metrópoles

