O Tribunal de Contas da União decidiu arquivar a investigação envolvendo gastos de aproximadamente R$ 55 mil realizados durante agenda do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma padaria no Rio de Janeiro, em 2019.
Segundo informações divulgadas, a despesa estava relacionada à compra de cerca de 1.850 kits de lanches destinados à equipe de segurança que acompanhava o então presidente durante compromissos oficiais.
Apesar de técnicos do TCU apontarem inconsistências em listas de beneficiários e documentos apresentados, o relator do caso entendeu que o valor e os elementos analisados não justificavam a abertura de uma Tomada de Contas Especial, resultando no arquivamento sem punições.
Ao mesmo tempo, o tribunal abriu uma nova investigação para apurar o uso de aproximadamente R$ 4,5 milhões em recursos públicos destinados à organização do acervo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a apuração, os recursos teriam sido utilizados por meio de acordo entre a Casa Civil e a Universidade Federal do ABC (UFABC) para atividades como catalogação, digitalização, transporte e armazenamento do material localizado em São Bernardo do Campo.
Parlamentares da oposição questionam possível desvio de finalidade no uso do dinheiro público para manutenção de um acervo considerado privado. Já integrantes do governo afirmam que o material possui relevância histórica e cultural para o país.
O caso voltou a gerar forte repercussão nas redes sociais, reacendendo o debate político entre apoiadores de Bolsonaro e defensores do governo Lula.

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