Reunido na tarde desta segunda-feira (11), o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou duas suspensões de 30 dias ao deputado estadual Renato Freitas (PT) em processos distintos. Apesar das penalidades, a principal decisão do dia foi a aprovação do parecer do deputado Márcio Pacheco (PP), de Cascavel, que pede a cassação do mandato parlamentar de Renato.
O pedido de cassação foi motivado pelo episódio ocorrido em novembro do ano passado, quando Renato Freitas se envolveu em uma briga com um manobrista no centro de Curitiba. As imagens da confusão repercutiram nacionalmente e acabaram motivando a representação no Conselho de Ética.
Segundo Márcio Pacheco, a atitude do parlamentar ultrapassou os limites esperados da conduta de um deputado estadual.
“A conduta praticada pelo deputado Renato Freitas, com essa briga no centro de Curitiba, atinge toda e qualquer conduta ética e, evidentemente, fere o decoro parlamentar da Assembleia Legislativa. Por isso, após um trabalho exaustivo, longo, de mais de cinco meses, o relatório foi aprovado aqui no Conselho”, afirmou.
Após o resultado, Pacheco também comentou sobre a votação e destacou o apoio da maioria dos integrantes do colegiado.
“Resultado, neste momento, no Conselho de Ética, em 13 horas e 30 minutos, está aprovado o meu parecer que pede a cassação do mandato parlamentar do deputado Renato Freitas. Todos os deputados do Conselho, exceto o deputado Doutor Antenor, que é suplente do deputado Renato Freitas, votaram pela aprovação do meu parecer, pedindo a cassação do deputado Renato Freitas. Então, aqui no Conselho de Ética, o deputado Renato Freitas está com seu mandato parlamentar cassado no parecer, mas ainda existem recursos à CCJ e posteriormente votação em plenário. Foi um trabalho extenso, cansativo, que exigiu muito esforço e empenho, mas hoje fica a certeza do dever cumprido e de uma decisão que considero justa para reparar a imagem da Assembleia Legislativa”, declarou.
O único voto contrário ao relatório foi do deputado Dr. Antenor, também do PT. Ele apresentou um voto em separado alegando que o processo estaria prescrito e defendendo uma punição alternativa ao parlamentar.
Logo após a sessão, o advogado de defesa de Renato Freitas, Edson Abdala, anunciou que irá recorrer da decisão junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep. A defesa sustenta que Márcio Pacheco seria suspeito para relatar o caso, além de argumentar que Renato não estava no exercício do mandato no momento da confusão e que ele e sua companheira teriam sido atropelados minutos antes do episódio.

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