A Polícia Federal rejeitou oficialmente a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, preso preventivamente no chamado “caso Master”. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (20) aos advogados do banqueiro e provocou forte repercussão nos bastidores políticos de Brasília.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, investigadores apontaram que a colaboração apresentada continha omissões consideradas graves e possíveis tentativas de preservar nomes influentes supostamente ligados ao esquema investigado.
De acordo com integrantes da investigação, os anexos entregues pela defesa de Vorcaro foram considerados insuficientes e sem utilidade prática para o avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nos bastidores, o caso já levanta questionamentos políticos sobre quem estaria sendo protegido dentro do esquema investigado. A suspeita de que figuras influentes de Brasília possam ter sido poupadas aumentou ainda mais a pressão sobre a continuidade das investigações.
O impasse envolvendo a delação também trouxe mudanças na situação prisional do banqueiro. Daniel Vorcaro foi transferido recentemente para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde permanece preso desde março.
O caso Master segue sendo acompanhado de perto por investigadores e autoridades federais e pode atingir setores políticos e financeiros caso novas informações venham à tona.
A rejeição da delação reforça o entendimento da PF de que acordos de colaboração só serão aceitos quando apresentarem informações completas, provas concretas e identificação clara de todos os envolvidos no esquema investigado.

