O número de empresas brasileiras que decidiram transferir parte de sua produção para o Paraguai ultrapassou a marca de 230, segundo informações divulgadas recentemente e repercutidas pelo senador Rogério Marinho nas redes sociais. O crescimento do movimento reacendeu o debate sobre carga tributária, custos trabalhistas e competitividade da indústria brasileira.
Nos últimos anos, o Paraguai passou a atrair indústrias brasileiras oferecendo incentivos fiscais, energia mais barata e menor burocracia para instalação de fábricas. Muitas empresas têm buscado o país vizinho como alternativa para reduzir custos de produção e aumentar competitividade no mercado internacional.
Ao comentar o assunto, Rogério Marinho criticou propostas econômicas defendidas pelo governo federal e afirmou que medidas como a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1 poderiam agravar ainda mais o cenário industrial brasileiro.
“Da forma proposta, isso acentuará a desindustrialização e o país sofrerá ainda mais com a perda de produtividade”, declarou o senador. 
A migração de empresas para o Paraguai tem preocupado setores da economia nacional, principalmente pela possibilidade de perda de empregos, arrecadação e investimentos no Brasil. Especialistas apontam que o ambiente de negócios brasileiro, marcado por alta carga tributária e complexidade regulatória, acaba sendo um dos principais fatores que impulsionam a saída de indústrias.
Enquanto defensores do governo argumentam que mudanças trabalhistas podem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, críticos afirmam que decisões sem planejamento econômico podem aumentar os custos das empresas e acelerar o deslocamento da produção para outros países da América do Sul.
O tema segue dividindo opiniões e promete continuar no centro do debate político e econômico nos próximos meses.

