Uma investigação conduzida pelas autoridades paulistas aponta a existência de um suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolveria integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), empresários, uma empresa do setor de combustíveis, um vereador filiado ao PT e integrantes da organização criminosa italiana conhecida como ’Ndrangheta.
De acordo com os investigadores, a empresa Transunião teria sido utilizada para movimentação de recursos, ocultação patrimonial e dissociação entre os sócios formais e os verdadeiros beneficiários das operações financeiras.
As apurações indicam que as conexões já haviam surgido em outras operações policiais realizadas nos últimos anos. Entre elas está a Operação Mafiusi, deflagrada em 2024, que investigou um consórcio entre a ’Ndrangheta, da região da Calábria, na Itália, e o PCC para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.
Segundo a investigação, a Operação Mafiusi identificou movimentações financeiras estimadas em cerca de R$ 2 bilhões. Um dos investigados seria responsável por lavar recursos do tráfico internacional e, durante as apurações, surgiram ligações entre integrantes da facção criminosa e dirigentes da empresa.
Além disso, uma investigação sobre a apreensão de 200 quilos de cocaína, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, também teria revelado informações sobre pessoas ligadas ao esquema, incluindo familiares de investigados e transferências de bens que passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pelas autoridades.
As investigações continuam em andamento, e os fatos ainda serão analisados pela Justiça. Até o momento, os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório, não havendo condenação definitiva em relação às acusações mencionadas pelas autoridades. Por: Pâmela Costa | The Incorrupt

