A pressão por uma investigação ampla sobre o Banco Master ganhou novos capítulos em Brasília. Após críticas e ataques direcionados ao senador Flávio Bolsonaro por conta de relações com o empresário Daniel Vorcaro, aliados do governo Lula seguem evitando assinar a CPMI que pretende investigar o caso.
Nos bastidores, parlamentares da oposição afirmam que existe “dois pesos e duas medidas” no tratamento dado ao tema. Isso porque Daniel Vorcaro já teve aproximações com figuras ligadas ao governo petista, financiamentos culturais e relações com integrantes da elite política de Brasília, mas a reação da esquerda teria mudado apenas após a ligação do empresário com nomes da direita.
A oposição acusa governistas de tentar transformar o caso em arma política seletiva, enquanto evitam apoiar uma investigação mais profunda que poderia atingir aliados do Planalto.
“Se querem transparência, por que não assinam a CPMI?”, questionam parlamentares ligados ao bolsonarismo.
Nas redes sociais, o assunto explodiu e gerou críticas contra senadores e deputados governistas que ainda não aderiram ao pedido de investigação. Internautas apontam que, se não há nada a esconder, a abertura da CPMI deveria interessar a todos os lados.
Enquanto isso, cresce a pressão para que o Congresso avance com a comissão e esclareça possíveis relações políticas, financeiras e institucionais envolvendo o Banco Master e personagens influentes de Brasília.

