Durante discussão em plenário, o vereador e policial Madril voltou a defender os Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs), afirmando que o tema precisa ser tratado com responsabilidade e sem generalizações.
Segundo Madril, os CACs estão entre os cidadãos mais fiscalizados do país, sendo obrigados a cumprir uma série de exigências legais para obter e manter o registro. Entre os requisitos estão exames psicológicos, testes de capacidade técnica, comprovação documental e fiscalização periódica dos órgãos competentes.
O parlamentar destacou que é contra qualquer forma de violência e defende o combate rigoroso à criminalidade. No entanto, ressaltou que não é correto associar automaticamente pessoas que cumprem a legislação a práticas criminosas.
“Quem é CAC passa por fiscalização, exames psicológicos, testes de tiro e diversas exigências previstas em lei. Precisamos debater o assunto com responsabilidade e sem criminalizar quem age dentro da legalidade”, defendeu.
Madril também chamou a atenção para a importância do tiro esportivo, atividade praticada por milhares de brasileiros e reconhecida oficialmente no país. Para ele, eventuais crimes devem ser combatidos com firmeza, mas sem prejudicar cidadãos que seguem as regras estabelecidas pela legislação.
A manifestação do vereador repercutiu entre praticantes do tiro esportivo e integrantes da comunidade CAC, que frequentemente defendem a diferenciação entre criminosos e cidadãos legalmente autorizados a possuir armas para atividades esportivas, coleção ou caça autorizada.
O debate sobre os CACs tem ganhado destaque nacional nos últimos anos, especialmente em razão das mudanças nas regras de controle e fiscalização promovidas pelo governo federal. Enquanto setores defendem maior restrição, outros argumentam que é necessário preservar os direitos de quem atua dentro da lei.
Para Madril, o caminho é o equilíbrio: combater o crime com rigor, sem retirar direitos ou promover julgamentos generalizados contra pessoas que cumprem todas as exigências legais.

