Projeto quer mudar convocação da Seleção e priorizar jogadores que atuam no Brasil
Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados pode provocar uma das maiores mudanças da história do futebol brasileiro. A proposta prevê que apenas atletas registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais no país possam ser convocados para defender a Seleção Brasileira.
O texto, de autoria do deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), também estabelece que a comissão técnica seja formada exclusivamente por profissionais brasileiros vinculados a clubes ou entidades nacionais.
Segundo o parlamentar, a medida busca fortalecer o futebol brasileiro, reduzir a saída precoce de talentos para o exterior e aproximar novamente a Seleção dos torcedores. Na justificativa, Hauly afirma que o grande número de jogadores atuando fora do país enfraqueceu os campeonatos nacionais e diminuiu a identificação da população com a equipe brasileira.
Na última Copa do Mundo, apenas sete dos 26 convocados defendiam clubes brasileiros. Para o autor do projeto, esse cenário demonstra a necessidade de incentivar a permanência dos principais atletas no futebol nacional.
Patrocínio de apostas também entra na mira
O projeto vai além da convocação da Seleção. A proposta também proíbe contratos de patrocínio, publicidade, licenciamento e naming rights entre clubes, federações e confederações com empresas de apostas esportivas.
Caso a proposta seja aprovada, os contratos atualmente em vigor deverão ser encerrados em até 180 dias. O descumprimento poderá resultar em sanções administrativas, esportivas e até na perda de acesso a recursos públicos e incentivos fiscais.
Debate promete dividir opiniões
A proposta já provoca discussões entre dirigentes, atletas e torcedores. Enquanto defensores afirmam que a medida pode fortalecer o futebol brasileiro e valorizar os campeonatos nacionais, críticos apontam que a restrição pode diminuir a competitividade da Seleção, impedindo a convocação dos principais jogadores que atuam nas maiores ligas do mundo.
O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação.

