A pré-campanha ao Governo do Paraná começa a ganhar temperatura e um dos primeiros embates já envolve o deputado federal e ex-secretário de Infraestrutura, Sandro Alex, e o senador Sérgio Moro.
Em entrevista ao Portal Nosso Dia, Sandro Alex afirmou que Moro “não está preparado” para governar o Paraná e que deveria concentrar seus esforços no combate à corrupção em Brasília. A declaração rapidamente repercutiu nos bastidores políticos e gerou questionamentos sobre a estratégia adotada pelo aliado do governador Ratinho Junior.
A fala chama atenção por um motivo simples: o combate à corrupção não possui fronteiras geográficas. Se irregularidades devem ser combatidas em Brasília, também devem ser combatidas no Paraná. Afinal, o Estado não vive isolado do restante do país.
A crítica também ganha contornos ideológicos. Durante anos, Sérgio Moro construiu sua trajetória pública justamente associada ao enfrentamento da corrupção, tema que continua sendo uma das principais preocupações dos brasileiros. Questionar esse trabalho pode acabar produzindo efeito contrário ao desejado junto ao eleitorado.
Outro ponto que desperta debate é a postura adotada por Sandro Alex em relação ao governo Ratinho Junior. Frequentemente, o ex-secretário destaca sua participação em grandes obras, investimentos e projetos de infraestrutura realizados no Paraná, reivindicando protagonismo nos resultados positivos da gestão.
Por outro lado, quando o assunto é o novo modelo de pedágio implantado no Estado — alvo de críticas por parte de diversos setores da sociedade — o discurso parece diferente. Nesse caso, Sandro evita assumir o mesmo protagonismo que costuma reivindicar em outras áreas do governo.
A situação levanta uma reflexão inevitável: quem reivindica os méritos de uma gestão também deve estar disposto a assumir a responsabilidade pelas decisões que geram insatisfação popular.
Além disso, observadores políticos avaliam que o fato de Sandro Alex escolher Sérgio Moro como alvo de críticas logo no início da disputa pode demonstrar o peso eleitoral que o senador possui no cenário estadual. Em vez de apresentar propostas e soluções para os desafios do Paraná, a estratégia inicial parece focada em desconstruir um potencial adversário.
Com a corrida eleitoral apenas começando, uma coisa já ficou evidente: o confronto entre o grupo de Ratinho Junior e Sérgio Moro promete ser um dos principais capítulos da disputa pelo Palácio Iguaçu.
E o eleitor paranaense, mais do que ataques, espera respostas concretas para os problemas do Estado.

