Senador liderou audiência no Senado, reuniu produtores, empresários e órgãos reguladores e deu 30 dias para a companhia apresentar soluções para as constantes falhas no fornecimento de energia.
As frequentes quedas de energia que vêm afetando moradores, produtores rurais e indústrias do Paraná chegaram ao centro do debate nacional após uma iniciativa do senador Sergio Moro. Em audiência realizada no Senado Federal, representantes da Copel, da Aneel, do setor produtivo e de entidades empresariais foram chamados para prestar esclarecimentos sobre os problemas que têm gerado prejuízos milionários em diversas regiões do Estado.
Na ocasião, Moro cobrou respostas concretas da concessionária e estabeleceu um prazo de 30 dias para que a empresa apresentasse um plano de ação capaz de enfrentar a crise no fornecimento de energia.
Produtores relatam prejuízos
Durante a audiência, produtores rurais e representantes do agronegócio relataram perdas significativas provocadas por interrupções no fornecimento elétrico.
Um dos casos que mais chamou atenção ocorreu em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, onde cerca de 20 mil frangos morreram após uma queda de energia em uma propriedade rural. Empresários também relataram prejuízos causados por oscilações de poucos segundos, suficientes para interromper processos produtivos e causar danos financeiros.
Segundo as entidades presentes, a energia elétrica deixou de ser apenas um insumo básico e passou a representar um fator de risco para diversos setores da economia paranaense.
Moro assume protagonismo na cobrança
Enquanto milhares de consumidores reclamam das falhas no serviço, Sergio Moro assumiu a linha de frente na cobrança por providências.
O senador afirmou que o Paraná não pode conviver com um sistema que gera insegurança para famílias, produtores e empresários. A cobrança ganhou ainda mais relevância diante das discussões sobre reajustes tarifários, que podem aumentar ainda mais os custos para consumidores que já enfrentam problemas recorrentes no fornecimento.
A atuação de Moro foi vista por representantes do setor produtivo como uma oportunidade para levar as reclamações dos paranaenses diretamente aos órgãos responsáveis pela fiscalização da concessionária.
Aneel também entra no caso
Além da cobrança à Copel, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou fiscalização mais rigorosa sobre a concessionária diante do aumento das reclamações registradas no Estado.
A expectativa é que os dados levantados pela agência ajudem a identificar eventuais falhas operacionais e apontem medidas que possam melhorar a qualidade do serviço prestado aos consumidores.
Paraná espera respostas
Com o prazo estabelecido pelo Senado encerrado, cresce a expectativa para saber quais medidas efetivamente serão adotadas para evitar novos apagões e oscilações que vêm prejudicando a população.
Para muitos consumidores, a principal cobrança é simples: pagar uma conta de energia cada vez mais cara e receber um serviço compatível com o valor cobrado.
Enquanto a Copel é pressionada a apresentar soluções, Sergio Moro reforça seu discurso de fiscalização e afirma que continuará acompanhando o caso até que os paranaenses recebam respostas concretas e melhorias efetivas no fornecimento de energia.
“O consumidor paranaense merece respeito. Não é aceitável conviver com falhas constantes em um serviço essencial para a população e para a economia do Estado”, defende o senador.

