O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, apresentou nos últimos dias propostas voltadas à população de baixa renda, defendendo mudanças no Bolsa Família e a ampliação do acesso à tecnologia.
Durante participação no evento Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo, Flávio afirmou que beneficiários do Bolsa Família deveriam continuar recebendo o auxílio por um período mesmo após conseguirem emprego com carteira assinada ou abrirem o próprio negócio.
Segundo o senador, muitos brasileiros evitam ingressar no mercado formal por receio de perder imediatamente o benefício social.
“Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar”, afirmou.
A proposta, segundo ele, busca reduzir essa insegurança e incentivar a formalização do emprego. No entanto, Flávio não detalhou por quanto tempo o benefício seria mantido nem apresentou estimativas sobre o impacto financeiro da medida.
Celulares e internet gratuita
Além das mudanças no Bolsa Família, Flávio Bolsonaro voltou a defender um programa de inclusão digital. A proposta prevê a distribuição de celulares para pessoas que não tenham condições de adquirir um aparelho, além da oferta de internet gratuita para mulheres e idosos.
A ideia já havia sido apresentada anteriormente e foi reiterada durante uma transmissão ao vivo realizada ao lado da economista Daniella Marques.
Segundo o senador, o objetivo é ampliar o acesso da população aos serviços públicos digitais, oportunidades de trabalho, educação e comunicação.
Debate sobre custos
As propostas repercutiram nas redes sociais e no meio político. Enquanto apoiadores afirmam que as medidas podem estimular a formalização do emprego e promover inclusão digital, críticos questionam a ausência de detalhes sobre a fonte de recursos e a compatibilidade das iniciativas com uma política de controle dos gastos públicos.
Até o momento, Flávio Bolsonaro não apresentou um projeto de lei com as regras completas das propostas nem estimativas oficiais sobre os custos de implementação.

