Uma declaração do atacante Lionel Messi sobre a situação econômica da Argentina gerou repercussão política após receber uma resposta oficial do governo do presidente Javier Milei.
Em entrevista concedida após a classificação da seleção argentina para mais uma final de Copa do Mundo, Messi afirmou que o futebol proporciona momentos de alegria a uma população que enfrenta dificuldades no dia a dia.
“Sabemos que existem pessoas que estão tendo dificuldades, que não têm emprego, que não conseguem chegar ao fim do mês ou que estão constantemente lutando. Poder dar essa alegria ao povo é algo muito especial”, declarou o camisa 10.
A manifestação foi comentada pelo Escritório de Resposta Oficial (Opra), órgão do governo argentino cuja nota foi compartilhada pelo presidente Javier Milei nas redes sociais.
Na resposta, o governo afirmou que Messi disse “a verdade” ao mencionar as dificuldades enfrentadas pela população, mas atribuiu a origem da crise aos governos kirchneristas.
“Em relação às palavras do melhor jogador da história, Lionel Messi, de que há pessoas que estão passando por momentos difíceis, isso é totalmente verdade. Duas décadas de declínio kirchnerista não podem ser apagadas em 24 meses”, diz o comunicado.
A nota também defende que, apesar dos desafios ainda existentes, os indicadores econômicos do país melhoraram desde o início da atual gestão.
Segundo o governo, a Argentina herdou um cenário de elevada inflação, pobreza e perda do poder de compra, e as reformas implementadas nos últimos dois anos começaram a produzir resultados, embora o caminho para a recuperação ainda seja longo.
O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais por reunir duas figuras de enorme influência no país: Lionel Messi, maior ídolo do futebol argentino, e Javier Milei, presidente eleito com a promessa de promover profundas mudanças econômicas.
A declaração de Messi não fez críticas diretas ao governo atual, mas chamou atenção para as dificuldades enfrentadas por parte da população. Já a resposta da Casa Rosada procurou contextualizar a crise como consequência de problemas acumulados ao longo de gestões anteriores, reforçando a narrativa adotada pela administração Milei.

