Faltando poucos meses para a eleição de 2026, o cenário para a sucessão do Governo do Paraná começa a ficar cada vez mais claro. Em praticamente todos os levantamentos divulgados até aqui, o senador Sergio Moro aparece liderando a disputa, enquanto os nomes ligados ao grupo político do governador Ratinho Junior ainda não conseguiram demonstrar a mesma força eleitoral.
O que mais chama atenção é que Ratinho Junior chega ao final de seu mandato com altos índices de aprovação. Mesmo assim, a transferência desse capital político para um sucessor tem se mostrado uma tarefa muito mais difícil do que muitos imaginavam.
Nos bastidores, aliados do governo afirmam que ainda há tempo para reverter o quadro. No entanto, a cada nova pesquisa divulgada, Moro mantém posição de destaque e amplia a percepção de favoritismo na corrida pelo Palácio Iguaçu.
A grande pergunta que começa a circular no meio político é: haverá segundo turno? Ou o senador conseguirá transformar sua vantagem atual em uma vitória ainda na primeira etapa da eleição?
Se o cenário permanecer como está, Ratinho Junior poderá enfrentar o maior desafio político de seus oito anos de governo: eleger um sucessor. A política, afinal, costuma ser implacável com quem acredita que aprovação administrativa se transforma automaticamente em votos para outro candidato.
Uma coisa parece certa: os próximos meses serão decisivos. E, mantidas as tendências atuais, Ratinho Junior provavelmente terá de sentar à mesa para conversar com quem vier a ocupar o Governo do Paraná a partir de 2027. A dúvida que permanece é se esse futuro governador será Sergio Moro ou um nome capaz de mudar o rumo da disputa nos meses finais da campanha.
Outro fator que chama a atenção neste cenário é o posicionamento de diversos prefeitos paranaenses. Nos últimos anos, muitos gestores municipais optaram por caminhar politicamente ao lado de Ratinho Junior, uma decisão considerada lógica por boa parte dos analistas políticos.
A explicação é simples: com forte influência administrativa e grande capacidade de investimento, o governo estadual se tornou um importante parceiro dos municípios, liberando recursos para obras, infraestrutura, saúde e desenvolvimento regional.
Neste tabuleiro eleitoral, muitos prefeitos deixaram a ideologia em segundo plano e priorizaram aquilo que consideravam mais importante para suas cidades: a busca por investimentos e melhorias para a população. Na avaliação de lideranças municipais, a aproximação com o governo estadual significava mais oportunidades para atender as demandas de seus munícipes.
Por isso, independentemente do resultado das eleições, muitos entendem que os prefeitos que optaram por essa estratégia saíram na frente, pensando menos nas disputas ideológicas e mais nas necessidades práticas de seus municípios.
O tabuleiro está montado. E, neste momento, quem parece jogar com vantagem é Sergio Moro.

