Uma moradora da BR-369, no KM 126, entre Jataizinho e o trevo de acesso à cidade de Açaí, expressa sua indignação após ter a entrada de sua propriedade rural bloqueada por um guard rail instalado por uma concessionária de pedágio. A situação, que se arrasta por mais de 40 dias, impede a livre circulação da proprietária e de seus clientes, gerando prejuízos e transtornos. Veja o relato da proprietária, Sra. Miriam, que gravou um vídeo mostrando a situação e expressando sua indignação após a instalação do guard rail em frente ao acesso de sua propriedade rural. https://youtu.be/v0ygsWh8ofA?feature=shared
Miriam, a proprietária, relata que a instalação do guard rail a pegou de surpresa. “Olha aqui, fechar a entrada da minha propriedade, tá? Como que eu saio da minha casa? Como que eu entro da minha casa?”, questiona. Ela descreve a dificuldade de acesso, mencionando que precisou da ajuda de um vizinho para buscar água e que, em outra ocasião, foi à farmácia com duas crianças no carro e encontrou a entrada novamente fechada.
De acordo com Miriam, esta não é a primeira vez que a entrada é bloqueada. Ela afirma já ter removido a estrutura duas vezes. “Durante a manhã eu já saí, no meio-dia eu saí, eu já tirei isso aqui duas vezes, tá? Porque a minha entrada principal, a propriedade é minha, tem escritura, tem tudo, é a minha entrada do lado de lá também.”
A proprietária, que trabalha com comércio de feno, explica que a situação está impactando diretamente seu sustento. Seus clientes, que vêm buscar fardos de feno, estão sendo prejudicados, e ela teme perdê-los. Para contornar o problema, Miriam tem feito um trajeto maior, passando por uma estrada nos fundos de sua propriedade, para realizar as entregas e evitar o pedágio, que não compensa o valor de pequenas vendas.
Miriam enfatiza que a propriedade é dela e que possui todos os direitos de acesso. “A propriedade é minha, isso aqui é meu, não é da IPR, não é do João, não é do José, eu tenho dona”, declara. Ela relata que a polícia federal chegou a comparecer ao local, mas apenas para “dar uma supervisão”, sem resolver a questão do bloqueio. A concessionária, por sua vez, não enviou nenhuma autoridade para dialogar com a moradora, apenas um funcionário que conversou com os policiais.
A moradora se mostra determinada a lutar por seus direitos. “Eu vou lutar pelos meus direitos, eu trabalho na roça, eu tenho meus direitos, eu ganho pouco suado na roça, tá?” Ela argumenta que a concessionária não pode impedir seu acesso, especialmente porque o pedágio eletrônico foi realocado para um ponto que afeta diretamente sua entrada. Miriam questiona a legalidade da ação, afirmando que não há lei que justifique o fechamento de sua entrada e que a propriedade é dela, e ela decide quem entra e sai.
A situação de Miriam reflete um problema comum enfrentado por proprietários rurais que têm suas terras cortadas por rodovias e enfrentam dificuldades com as concessionárias. A moradora aguarda providências para que possa ter seu direito de ir e vir restabelecido.

