O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negou na noite desta quarta-feira (24) as acusações feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de que a teria desrespeitado durante uma conversa por telefone.
Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que jamais desrespeitou ou humilhou uma mulher. “Nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”, declarou.
O senador também disse que nunca teve a intenção de ofender Michelle e pediu desculpas caso suas palavras tenham sido interpretadas dessa forma.
“Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, escreveu.
Mais cedo, Michelle Bolsonaro publicou um vídeo relatando que se sentiu desrespeitada durante uma ligação telefônica sobre o palanque do Partido Liberal (PL) no Ceará.
Segundo a ex-primeira-dama, Flávio teria sido ríspido e afirmado que seria melhor ela não participar das decisões do partido, além de dizer que ela havia “chegado ontem” e não entendia de política.
“Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem”, afirmou Michelle no vídeo.
Em sua manifestação, Flávio alegou que tentou contato com Michelle por telefone e por mensagens para convidá-la a uma reunião com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), mas não obteve retorno.
“De coração aberto, fiz o convite à Michelle, justamente porque acredito que o diálogo, o respeito e a união sempre serão o melhor caminho. O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT”, afirmou.
A reunião está marcada para a próxima quarta-feira (1º de julho) e reunirá lideranças femininas conservadoras.
Por fim, Flávio declarou compreender a “angústia de Michelle” diante da situação enfrentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que também sofre ao ver o pai passar pelo que classificou como uma injustiça.

