A pré-campanha ao Governo do Paraná já começou a movimentar intensamente os bastidores. Um dos episódios que mais chamou a atenção nos últimos dias foi a revelação do ex-governador Beto Richa (PSDB) de que o grupo do senador Sérgio Moro (PL) procurou sua família para discutir uma possível composição eleitoral.
segundo informações um assessor próximo à Sérgio Moro, sugeriu uma aproximação e que fosse formalizado um convite à ex-primeira-dama Fernanda Richa para integrar uma eventual chapa como candidata a vice-governadora. A declaração rapidamente repercutiu nos bastidores e alimentou especulações sobre uma aproximação entre dois importantes grupos políticos do Estado.
Outro detalhe que chama a atenção é a presença de Júlio Reis entre os articuladores de Moro. Ex-secretário de Estado da Segurança Pública durante o governo Beto Richa, ele conhece profundamente o cenário político paranaense e mantém bom relacionamento com lideranças daquele período.
Nos últimos meses, Moro também passou a fazer elogios à condução fiscal do governo Beto Richa. O senador destacou que os ajustes promovidos durante aquela gestão foram fundamentais para que o Paraná alcançasse a solidez financeira que apresenta atualmente. Ao deixar o governo, Beto Richa afirmou ter entregue o Estado com mais de R$ 7 bilhões em caixa, resultado frequentemente citado por aliados como demonstração da responsabilidade fiscal de sua administração.
Nos bastidores, a avaliação é de que Sérgio Moro vive um novo momento político. Se antes era identificado principalmente pelo combate à corrupção, agora busca ampliar sua base de apoio, construir alianças e reunir lideranças experientes para fortalecer seu projeto de disputar o Governo do Paraná.
Caso essa aproximação avance, o impacto poderá ser significativo no tabuleiro político estadual. Analistas avaliam que uma eventual aliança entre Moro e Beto Richa teria potencial para atrair novos apoios e provocar uma reorganização das forças políticas, inclusive dentro do grupo hoje liderado pelo governador Ratinho Junior.
Embora nenhuma composição tenha sido oficializada, os sinais são claros: as conversas começaram, o diálogo existe e a disputa pelo Palácio Iguaçu promete redesenhar alianças que, até pouco tempo atrás, pareciam improváveis. O xadrez político paranaense já está em movimento.

