O ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, é considerado foragido pela Polícia Civil do Maranhão após romper a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, o equipamento foi desativado no último dia 9 de julho. Desde então, equipes realizam diligências para localizar o investigado, que responde por suspeitas de estupro de vulnerável envolvendo crianças da unidade de ensino onde trabalhava.
Monção havia sido preso preventivamente em 27 de maio, mas obteve liberdade provisória em 15 de junho mediante o cumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas estavam o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento das funções públicas, a proibição de frequentar escolas e de manter contato com vítimas e testemunhas, além do recolhimento domiciliar no período noturno.
O caso ganhou grande repercussão após imagens de câmeras de segurança mostrarem o então gestor conduzindo crianças de 2 e 3 anos para um depósito da creche sem monitoramento. As investigações apontam que algumas das possíveis vítimas seriam crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), incluindo alunos não verbalizantes.
A investigação teve início após a mãe de uma criança procurar a polícia relatando que a filha reclamava de dores nas partes íntimas. A partir da denúncia, a Polícia Civil passou a apurar os fatos e instaurou o inquérito.
Além da atuação na área da educação, Alberto Monção também teve participação na política. Ele presidiu o diretório municipal do PSOL em Teresina (PI) e foi candidato a deputado federal em 2006 pela legenda. Em publicações antigas e textos de apresentação, era descrito como historiador, militante de movimentos sociais e ativista LGBT.
Com o rompimento da tornozeleira eletrônica, a Polícia Civil intensificou as buscas para localizar o investigado, que permanece foragido enquanto o inquérito segue em andamento. O caso continua sob investigação, e as suspeitas ainda serão analisadas pela Justiça no decorrer do processo.
Fonte: Polícia Civil do Maranhão; TV Blocão.

